
A maioria dos contos de fadas começam sempre com " era uma vez " mas talvez esse conto seja diferente, porque não fala sobre fadas nem mundos fantásticos ou encantados, não talvez não, então não seria um conto de fadas porque ele é real, tão pouco menos seria isso, ele é apenas um vago pensamento de um Pequeno Principe sonhador, e começa de um principio tão simples...sonhar.
Diante de algumas peripécias em sua vida, o Pequeno Principe, acabava por vezes, fazendo cada coisa que nem ele mesmo acreditava depois que refletia seu feito, mas sorria, sorria por pensar que a vida era boa e simplesmente única para ser feliz e viver, custe o que custasse.
E o Pequeno Principe seguia, do seu jeito, da sua maneira, esperavam muito dele, as vezes, até o que nem ele mesmo imaginava esperar pra si, mas como se sabia, ele era um Principe, e nao podia fugir dos preceitos básicos da realeza, mas ele não queria isso, queria sua vida livre, feito uma brisa de primavera, queria poder abraçar a quem quizesse, sem distinção, queria fazer da sua vida, uma historia.
Ele não queria com isso chamar atenção, longe disso, apenas queria viver. Mas porque o julgar ser errado, pelo simples fato de ele não querer aceitar o que lhe era estipulado, e com o passar o tempo o Principe viu, que suas escolhas nem sempre seriam fáceis, quais escolhas? Reinar? Casar-se? Conquistar terras alheias?
Não!
Viver, viver não seria fácil, seria uma batalha diária, e mesmo assim, sabendo desse caminho tortuoso o Pequeno Principe, foi em busca de sua felicidade.
Mas com ela vieram algumas perdas, afinal ele tinha tantos seguidores que o admiravam, que o diziam ser bom estar ao seu lado, que lhe prometiam amizades eternas, grandes tesouros inestimaveis, sorrisos descontrolados, mas o tempo e o caminho tortuoso do Pequeno Principe, fizeram com que todos fossem ficando pra trás, mas porque isso, se perguntava o Pequeno Principe?
Porque decidiram por ficar pra trás, se nada tinha mudado, se o Pequeno Principe lá no fundo continuava o mesmo, o mesmo. Seriam suas escolhas indevidas? Mas porque seriam indevidas, se as faziam bem, será que deveria o Pequeno Principe viver uma vida alheia da que ele escolheu pra si, para assim poder ter isso de volta?
E ele se perguntava, dentre tantas coisas, muitas dúvidas... E no meio de tantas interrogações, surgia cada vez mais a vontade de desbravar novos caminhos, talvez ainda mais tortuosos e complexos, afinal o Pequeno Principe nunca se contentou com o normal, com o fácil, o simples lhe encantava, mas o diferente o instigava, e isso o movia a pulsar ardentemente o sangue pelas veias.
Lutava sim, com todas suas forças, levava muitos tapas cruéis na cara, e como se não contente e sedento por criar em si uma fortaleza inerente a tudo, o Pequeno Principe dava sua outra face a bater. Vinham batidas de todos os lados, em todos os sentidos, o Pequeno Principe ia ao encontro esperando um abraço, um sorriso, e por vezes o que via eram "costas" e passos na direção oposta a sua...
Abatia-se esse tal Pequeno Principe, SIM. Pois um dos sentimentos que o Pequeno Principe carregava consigo era a sensibilidade, ele sentia cada sentimento, com afinco, com intensidade, fosse ele qual fosse, de dor ou alegria, de pesar ou de conquista, e lá no fundo uma voz dizia a ele, vá Pequeno Principe, vá!
E o Pequeno Principe erguia sua cabeça, respirava fundo e ia ao encontro de um novo obstaculo, mas durante a jornada ele pensava, porque não optei por ser o que esperavam de mim, um lider, um rei, um soberano, porque preferi deixar isso a meu irmão, talvez o Grande Principe, seria tão mais fácil, tão mais simples, levar aquela vida que todos queriam, ser como todos eram, e o Pequeno Principe relembra-se, de que nada disso o atraia, e via que isso nao seria vida, seria uma farsa.
Então sorria o Pequeno Principe ao andar por vezes sozinho, e essa solidão firmava cada passo pela sua jornada, com isso, esse sorriso, foi criando força, aos poucos foi irradiando brilho, até que chegou ao ponto de encantar, por onde o Pequeno Principe passava, e nisso ele viu, o quanto isso era sim sua coroa, e sim ele era um principe, e jamais deixaria de ser.
Até que surgiu em seu caminho uma figura, inexistente em seus pensamentos, talvez até irreal, mas que fez com que o principe, vestisse sua melhor roupa, que ele mesmo a criou durante seus passos pelo caminho, passar pelo seu corpo a rosa mais perfumada, que ele colheu por onde passou enquanto sorria e pensava o quanto ele ainda poderia ser feliz, e fez-se, mais belo que o mais belo rei já existente, e quando se deu por conta, se deparou com um portão, imenso e robusto, sem saber o que fazer, pela primeira vez, o principe achou que seu caminho tinha acabado ali, sentou-se, colocou a cabeça entre as pernas e as mãos sobre a nuca.
E sentiu tomar conta do seu corpo uma tristeza, e lacrimejou. No mesmo instante, sentiu um leve toque sobre suas costas, e com calma, ergueu seu olhar, diante do Pequeno Principe estava algo brilhante, reluzente, ofuscante, do qual o Pequeno Principe não sabia distinguir o que era, e isso se realmente aquilo existia.
Eis que surgiu a voz dizendo:
" Vossa Majestade, enfim encontrou-me, depois de tanto tempo me procurando ".
E o Pequeno Principe, pensativo, sem entender nada, tentava buscar lá no fundo da sua mente, o que ele procurava, que agora ele encontrou.
E com um súbito suspiro, surge em sua face o sorriso mais lindo e brilhante que o Pequeno Principe já dera, em todo o seu caminho, olhou para o lado, fechou os olhos, levantou-se, estufou o peito, e com lindos raios de sol iluminando seu rosto, ele andou em direção ao portão imponente, e com um simples toque abriram-se as portas.
E ao olhar pra trás ele viu, e soube assim distinguir o que era aquilo que lhe fez crer que poderia transpor aquele grande obstaculo, era a sua felicidade, que enfim a encontrara, e ao olhar pra frente seu sorriso era tão belo e fascinante, que um reino de fantasia e magia o esperava, atras do portão, e fez-se a festa...
Chegara a hora do Pequeno Principe, tornar-se o GRANDE REI, mas de um reino onde ele era o que queria ser, e assim seria o melhor rei que um dia ja reinou qualquer reino de contos de fadas.
V.O.S