
E cá estou eu as seis da manhã
Perdido em pensamentos, entre casos e acasos, entre o erro e o acerto
entre a morte e a renascença, entre lembranças e recordações.
Conclusões? Algumas.
Por mérito do destino se uniram? Não. Por mérito dos pensamentos bem arquitetados e planejados.
E a farsa pende pra que lado, pra nenhum lado, pois quem sabe ela seja apenas a vida, indo e vindo, como sempre se faz.
E a dor que causa tantas coisas ruins por vezes causa coisas boas, por vezes cura, por vezes é a única saída
Resistir, relutar a não olhar, não observar, não querer saber o que se passa, impossível, é mais forte que a própria vontade que isso não exista
Mas quem sabe o motivo real esteja mais próximo que se imagina, quem sabe?
Hoje não se sabe de mais nada, apenas sabe-se que o ar é ar, as nuvens são nuvens, a água é agua, o vento é vento, e o amor é amor.
Descontrolado, desconcertante, encomodativo, descompreendido, desvinculado, imune, inerente, impaciente
E lá do fundo como em um passe de mágica volta a tona o motivo pelo qual se vive, ser feliz. Mas isso realmente é possivel?
Essa pergunta apenas encontrará resposta quando o ar não for mais ar, as nunvens não mais nuvens, a água não mais água, o vento não mais vento, e o amor, há o amor, não mais amor...
Envaidecido de lágrimas e sorrisos, de afetos e artefatos, de luxúria a nudez, do passado ao presente, do antigo ao novo.
Eis que surge, resurge, aparece, reaparece, ele, o amor, que se diz verdadeiro, se diz sincero, se diz existente, mas não se vê, não se nota, não se acredita.
Tenta se mostrar por palavras, mas exigem dele atos, tenta se mostrar por atos, mas exigem dele explicações, tenta se mostrar por explicações, mas exigem dele tudo, menos o tudo que é julgado como nada.
Tentar de novo? É valido? Mais uma pergunta que a respota só será encontrada, quando o hoje for passado e o amanhã presente, quando o coração não apenas bater por bater, e sim acelerar, rápido?
E porque não gradativo? E porque não pode ser como ele é? Porque tem de ser como se quer, não como se sente? E porque?
Perguntas, respostas, dúvidas, certeza.
Opa! Olha o Sol! Amanheceu! Adeus pensamentos, que bom se fosse assim tão fácil...
Vamos fazer o seguinte, deixar com que o sol tome conta de mim e me encha de luz e aqueça tudo, mas e se por acaso uma nuvem o encobrir? Se esvai tudo que parecia ser a saída?
Mais perguntas, para mais respostas...
Mas por hoje isso tornou-se só, sozinho, solitário, afastado, isolado, vinculado a culpa ou agrados, hoje tornou-se vida, hoje não é mais ontem, e os sonhos que se aproximam, há esses continuaram nos sonhos.
Esperar? Reviver? Ter de volta? Ah as perguntas que não nos deixam, sozinhos, solitários, afastados, isolados...
Lindo seu sorriso, mas essa beleza realmente encanta a que? Pra que? Ops, chega de perguntas, e não há a possibilidade de achar respostas...
Se conhecer quer dizer saber de tudo, não se conhece nada da vida, portanto nao se sabe de nada, pois tudo caminha junto, o vai e o vem, a chuva e o sol, o certo e o errado, o bem e o mal...
A boca aberta é quem sabe um sinal de que o fim chegou, de que as palavras estão se indo e a escuridão dos pensamentos inexistentes se aproximam, e ao abrir os olhos saberemos o que nos aguarda...
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