sexta-feira, 27 de abril de 2012

. . .

De repente tudo muda,
É como um vendaval,
Que chega sem avisar,
Avassalador, destruindo tudo.

E você se vê inerte,
Sem reação,
Sem saber o que dizer,
Ou o que falar.

O que lhe resta,
Esperar,
E o fato dessa espera,
Parece infinita.

O coração acelera,
Mas dessa vez,
Descompassado,
Triste e machucado.

Aquele sorriso,
Que antes brilhava,
Agora se apagou,
E pode não mais voltar.

Porque a vida faz isso,
E o destino brinca,
Nem sempre aguentamos,
Como uma fortaleza.

Por mais que se tente,
Prender dentro de si,
A dor foge,
Escapa e explode.

Nesse momento,
O mundo pára,
Incrivelmente imóvel,
E um filme passa a sua frente.

É o passado,
Que te lembra,
Que o futuro,
Pode não mais existir.


 V.O.S

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